Blog · Imunoterapia
Como funciona a imunoterapia para alergias?
Um guia direto sobre o mecanismo da imunoterapia alérgeno-específica: da sensibilização à tolerância.
Nas alergias, o sistema imunológico identifica substâncias inofensivas — como ácaros, pólen e pelos — como ameaças, produzindo anticorpos IgE e liberando histamina. A imunoterapia age na raiz do problema: reapresenta o alérgeno ao organismo até que ele aprenda a tolerá-lo.
Da sensibilização à tolerância
O processo começa com a aplicação de doses muito baixas do alérgeno, que aumentam progressivamente. Com o tempo, o organismo passa a produzir anticorpos de bloqueio (IgG) e a reduzir a resposta inflamatória mediada por IgE.
Quais alergias respondem
- Rinite e conjuntivite alérgica.
- Asma alérgica.
- Alergias a insetos (veneno de abelhas e vespas).
- Em avaliação: dermatite atópica.
Vias de aplicação
As vias mais utilizadas são a subcutânea, a sublingual e a intranasal — esta última indicada principalmente para rinite, por induzir a produção de IgA nas mucosas respiratórias.
Dúvidas frequentes
A imunoterapia é indicada para crianças?
Sim, pode ser utilizada em crianças com rinite e asma alérgicas, sempre sob prescrição e acompanhamento do alergista.
Em quanto tempo vejo resultado?
Os primeiros resultados costumam aparecer entre 6 e 12 meses, com melhora progressiva dos sintomas.
Referências
- Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) — diretrizes e posicionamentos sobre imunoterapia e alergia.
- World Allergy Organization (WAO) — White Book on Allergy.
- Practice Parameters on Allergen Immunotherapy (AAAAI/ACAAI).
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Informação importante: as informações apresentadas têm caráter informativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.
